E se ao invés de “depois a gente compra”, ensinássemos educação financeira para nossos filhos?

Você conhece a frase “depois a gente compra“? Pois é! Muitos de nós já ouvimos e até já usamos essa expressão com as crianças. Mas o que ela significa? E por que os pais e responsáveis utilizam essa estratégia com os pequenos e pequenas? É hora de falar sobre educação financeira! Vamos lá?

Crianças x Dinheiro

Se o seu pequeno ou pequena tem por volta de 3 anos ou mais, provavelmente você já passou pela seguinte situação. Ao levá-lo a um passeio ou ao supermercado, a criança pede insistentemente por algum objeto que deseja muito. Seja um lanche, uma roupa nova ou mesmo um brinquedo, por exemplo. Em muitos casos, é justamente nesse momento que a frase “depois a gente compra” é utilizada, não é mesmo?

Isso acontece porque, desde cedo, as crianças começam a perceber que, para adquirir o objeto que tanto desejam, é necessário algum dinheiro. No entanto, para que essa relação com o consumo seja saudável e positiva tanto para adultos quanto crianças, é preciso falar sobre educação financeira.

Afinal, é muito importante que as crianças tenham contato, de forma lúdica e leve, com noções básicas sobre o dinheiro e as compras. E, assim, elas poderão crescer e estabelecer uma relação mais saudável, responsável e equilibrada com as finanças na vida adulta.

A importância da educação financeira para crianças

Introduzir a educação financeira na vida dos pequenos e pequenas colabora para um futuro mais consciente. Ou seja, ajuda as crianças a ganhar, poupar e gastar com sabedoria. Dessa forma, trata-se de uma habilidade essencial para o século XXI.

No entanto, é fundamental que esse contato respeite sempre a idade da criança. Por meio do diálogo, adequado a faixa etária de cada um, é possível ensinar sobre dinheiro, trabalho, consumismo, economia e até sustentabilidade.

Nesse sentido, os pais e responsáveis podem iniciar essa conversa de maneira sutil e natural, com o uso de jogos, livros e do cofrinho, por exemplo. E, assim, vão muito do além do “depois a gente compra” como estratégia com os pequenos e pequenas.

Mesada: dar ou não dar?

Por vezes, receber seu próprio dinheiro contribui para que as pessoas reflitam de forma crítica sobre suas poupanças, seus gastos e seus desejos. Pensando nisso, algumas família adotam o método das mesadas ou semanadas para ensinar os pequenos e pequenas sobre educação financeira. Esse processo consiste em dar determinada quantia de dinheiro para as crianças, com uma frequência regular.

A mesada é uma estratégia interessante para que os pequenos tenham que gerir, desde cedo, as próprias finanças. Contudo, especialistas indicam que, para as crianças mais novas, seja utilizada a semanada. Isso porque a dimensão de tempo entre os mais novos ainda é muito imediata.

Além disso, é importante que o valor da mesada ou semanada varie de acordo com a idade da criança. É possível dar R$1 para cada ano do pequeno ou pequena, por exemplo. Portanto, se seu filho tem 8 anos, ele receberia R$8 por semana.

Qual a opinião dos pais e responsáveis?

Leiturinha realizou uma pesquisa de opinião em suas redes sociais para saber qual o posicionamento dos pais e responsáveis a respeito da mesada para as crianças. Das 4.201 pessoas que participaram da enquete no Instagram, 73% responderam que concordam em dar mesada para os filhos.

Depoimentos

Agora, confira alguns depoimentos que recebemos sobre o assunto, em nossa página do Facebook:

Tisa Paloma Longo: Aqui em casa, as meninas já tem até conta poupança e todas as moedinhas no cofrinho vão para a conta. A mais velha, de 4 anos, vai junto ao banco sempre, ela faz muitos planos futuros com suas moedinhas! Acredito que essa é uma ótima crença sobre dinheiro, guardar dinheiro e fazer planos a longo prazo.

Carolina Bauer: Acho importante as crianças aprenderem a administrar seu dinheiro desde pequenas. É uma forma de ensinar a dar valor para o que compram. Claro, devemos cuidar e auxiliar os pequenos sempre.

Thiago e Ivone Bessa: Mais importante do que dar mesada é fazê-lo entender que aquela mesada é uma recompensa de uma atividade bem feita, e que aquela recompensa não pode ser gasta de uma vez. Tem que aprender a administrar essa mesada.

Keylla Cristina: Eu não daria mesada para meu filho, se ele quisesse algo compraria. O mundo está perdido demais para criança ter dinheiro.

Jessica Rodrigues: Meu filho tem 1 ano e 9 meses e já abrimos uma conta para ele no banco e em casa ele tem o cofrinho onde junta as moedas!

Leonete Soares: Minha netinha disse que queria comprar um bezerro (de verdade)! Fiz um cofrinho e expliquei para ela que daríamos moedas constantemente para realizar seu sonho. Ela mostrou-se muito disciplinada. Um ano depois já tinha o montante. Ela tem 4 anos.

Gisele Nascimento: Acho que as crianças precisam aprender desde cedo a lidar com dinheiro para não se tornarem adultos compulsivos ou descontrolados. Meu filho tem 7 anos e tem um cofrinho. Todos os anos, no fim do ano nós abrimos e vamos à loja de brinquedos escolher algo para comprar com o dinheiro guardado.

Fonte: Blog Leiturinha

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